16 março 2018

Diabo nos Coliseus: bilhetes à venda

Já podem comprar os bilhetes para os concertos de Diabo na Cruz nos Coliseus:

 15 Novembro - Coliseu de Lisboa - 21.30, 15€ - comprar
 22 Novembro - Coliseu do Porto - 22.00, 15€/17,50€ - comprar

DIABO NA CRUZ nos Coliseus em Novembro



A surpresa foi revelada no final do novo vídeo de Luzia ao vivo: em Novembro, os Diabo na Cruz vão subir aos míticos palcos dos Coliseus. Primeiro em Lisboa, a 15 de Novembro, e depois no Porto, a 22 de Novembro.

Pré-venda: Diabo na Cruz Ao Vivo



O primeiro álbum ao vivo de Diabo na Cruz já está disponível em pré-venda na Fnac. Quem o comprar durante o período de pré-venda (16 a 22 de Março) recebe de oferta um poster autografado pela banda e um desconto imediato de 2€: https://www.fnac.pt/Diabo-na-Cruz-Diabo-na-Cruz-ao-Vivo-CD-CD-Album/a1486055

Vídeo: Diabo na Cruz - Luzia (Ao Vivo)



Aqui está um aperitivo para o primeiro álbum ao vivo de Diabo na Cruz, que será editado a 23 de Março. O vídeo foi criado a partir de filmagens captadas pelo público em concertos entre 2014 e 2016.

Há uma boa surpresa escondida nos últimos segundos do vídeo...

14 março 2018

Diabo Ao Vivo: disco a 23 de Março

O prometido álbum ao vivo de Diabo na Cruz está quase a chegar. A banda divulgou hoje a capa do disco e a data de edição. Apontem na agenda: 23 de Março.

26 fevereiro 2018

Cristina Branco: "É uma canção especial"



"Aula de Natação", a canção que Jorge Cruz escreveu para Cristina Branco, tem merecido várias reflexões e ecos na imprensa:

 Público: Jorge Cruz entregou à cantora um dos temas mais espantosos do novo álbum, Aula de Natação, canção enganadoramente exaltante (a toada irrequieta do piano comanda um tom festivo que não casa com a letra). É uma máscara a que a cantora recorre, a única que conseguiu encontrar para “dizer palavras tão duras e contar uma história tão intensa”, de uma mulher que confessa “ver tantas vezes num pavilhão, à espera primeiro do namorado, depois dos filhos, e por fim ela já cansada”. São três estrofes em que se conta a vida de uma mulher a quem compete esperar pelos outros, que esgota a energia que poderia usar para si e arca ainda com a totalidade das obrigações familiares. São palavras que doem a Cristina Branco por sentir que fragilizam a mulher, mas são uma finíssima crítica de tempos que não passaram em absoluto e que, por isso, justifica a sua presença em Branco.

• Sábado: É exemplar a terceira faixa do disco, Aula de Natação, de Jorge Cruz, que conta de modo simples a vida de uma mulher, da juventude à meia-idade, a partir de um lugar, que é a bancada junto a uma piscina. "É uma canção especial", admite Cristina, confessando que - talvez por ter cantado muito grandes poetas, como Pessoa ou Camões, de linguagem elevada - sentiu grande dificuldade em entoar alguns dos versos dela, sobre "varizes e hérnias, que não são palavras bonitas", mas depois, com os seus músicos, mudou o ritmo à melodia e encontrou a forma certa de dizer aquilo: "Acabei por perceber que aquilo era exactamente o que queria. Aquela dureza, sem maquilhagem, sem embelezamentos. E isso vê-se também na capa do disco, em que estou como sou, sem maquilhagem. Curto isso."

• Blitz: Cristina Branco: «Essa canção é muito forte: ela está a contar a sua história, o seu passado. É uma canção muito intensa e não me apeteceu revelar a fragilidade daquela mulher. Ela já estava a dar tudo, a mostrar tudo a toda a gente, porque é que ainda tinha de dizer aquilo? Foi-me super difícil. Só que, uns dias depois, acordo e penso: foi o que eu pedi. É hoje, ela é aquilo. É assim que tenho de a cantar, foi assim que o Jorge Cruz a viu e é isto que eu vou ter de lhe dar. Mudámos o ritmo da canção, que era mais lenta, e ao mudar o ritmo há uma outra abordagem às palavras. Passa a ter um beat diferente, que lhe dá... não é uma leveza, mas as palavras difíceis já passaram por nós e por quem as ouviu, como espero que tenham passado para ela.»

• DN: Cristina Branco: «Há uma música do Jorge Cruz, a Aula de Natação, que menciona palavras que eu jamais imaginaria vir a usar numa canção - hérnias discais, time-sharing, varizes. Isso tem uma plástica, são palavras raramente usadas em canções. Estranhei durante muitos dias, ao ponto de achar que não ia poder ser assim, que ia para trás e pedia ao Jorge para refazer. Até que chegou o dia. É uma canção dolorosa, fala de uma mulher que está a pôr a vida dela toda em perspectiva, e há milhares de mulheres iguais a essa que está ali sentada na bancada de betão. Era um tema muito importante e eu não queria usar aquelas palavras, não queria fragilizar aquela mulher ainda mais. Mas depois fez todo o sentido. Por que não? Eu pedi atualidade, normalidade, e são palavras que nós usamos. Não usamos a cantar mas são importantes, fazem parte da nossa vida.
(...) Vi como uma situação exterior, não é uma situação que eu tenha vivido alguma vez mas já presenciei. Senti na pele sem ser comigo. Toda a gente conhece. É muito curioso e é muito difícil de fazer. Como é que se pega numa história que pode prolongar-se por um romance inteiro e se consegue acondicionar tudo num poema? A história está toda lá, tem princípio, meio e fim.»