08 janeiro 2017

Bernardo Barata & Ricardo Martins em entrevista


Em 2016, Ricardo Martins pediu ajuda a Bernardo Barata para a construção de um disco a solo de bateria. Gravaram uma canção por mês — de “Janeiro” até “Dezembro” são 12 canções que foram editadas online e que vão este ano conhecer uma edição física em vinil. A dupla foi entrevistada pela Antena 3:
Bernardo Barata: «Nunca tinha feito nada deste género, a não ser uma experiência com um violinista — que era a reacção a um filme, tocada à frente de um ecrã. Eu gostei logo muito do Ricardo e é uma coisa pessoal que vai para lá da música, mas por outro lado, por poder “disparatar” sonicamente tem-me vindo a dar um gozo do caraças, porque é o que me falta, em grande parte, nas outras coisas em que estou envolvido, que são mais rígidas, onde não dá para fazer isso.»
«Quando explico este trabalho que estou a fazer com o Ricardo a pessoas que não estão bem a par, uma boa parte delas ficam a estranhar e pensam que é uma grande seca! Mas depois quando as ponho a ouvir o disco percebem que não é bem assim. O Ricardo vê a bateria de uma forma um bocado especial. A bateria pode ser apenas um elemento de uma canção, com um papel muito definido, mas também pode ser algo radicalmente diferente e é aí que o Ricardo brilha, porque tira sons, porque inventa, porque não se segue pela lógica do elemento bateria como a base de uma canção.» 

Moura, o disco mais vendido em 2016


O último disco de Ana Moura, encabeçado pelo single Dia de Folga de Jorge Cruz, foi o mais vendido em Portugal no ano passado. Moura chegou ao fim de 2016 com a marca de tripla platina, o que corresponde a mais de 45 mil exemplares vendidos. O pódio é 100% nacional  o segundo e terceiro lugares pertencem a Até Pensei que Fosse Minha e Rua da Emenda, ambos de António Zambujo.

26 dezembro 2016

George Michael (1963-2016)

"George Michael é a razão para tudo", disse Jorge Cruz numa entrevista há seis anos. Quando Jorge Cruz era miúdo, George Michael foi "a origem de tudo", a origem do fascínio pelo universo das canções. Músicas como A Different Corner ou Careless Whisper tinham "aquele lado lamechas que batia mesmo quando tinha oito anos". Tanto que até criou uma versão em português de "Careless Whisper", o primeiro single a solo de George Michael. Chamou-lhe "Juízo Final".

Na Consoada da Flor Caveira tocou-a com a trupe toda reunida em cima do palco:



A solo, ao vivo no Maxime em 2008:



Primeira sessão d'A Música Portuguesa a Gostar Dela Própria em 2011:

24 dezembro 2016

15 dezembro 2016

Bernardo Barata em conversa no Liceu Camões


A Associação Cabelos Brancos e o Liceu Camões (Lisboa) promoveram no final de Novembro uma tertúlia com Bernardo Barata (baixista de Diabo na Cruz) e Carlão (a.k.a. Pacman, ex-Da Weasel). Perante uma audiência com alunos do Liceu Camões, debateram e reflectiram vivências e expectativas sobre o envelhecimento, a importância do tempo e da passagem dos anos.



Alguns excertos das intervenções de Bernardo Barata:
«Um dos concertos recentes de que mais gostei foi a Patti Smith com uma banda em que alguns dos músicos tinham 60 e muitos anos. Era um concerto de rock'n'roll, com muita gente aos saltos, e aquela senhora com 60 e muitos estava ali a dar um espectáculo melhor do que muitos artistas muito mais novos. Porque não parou, não se deixou parar. Do ponto de vista da paixão e da vontade que há em continuar a fazer música, julgo que a música ajuda a envelhecer bem.»
«Vocês se calhar julgam que viver da música e fazer o que nós fazemos é uma cena incrível e fantástica. Pá, é bem complicado, passam-se momentos bastante complicados. Em última instância, aquilo que nos faz continuar é esta paixão, é o gostar de fazer isto e querermos fazer isto seja lá como for.»
«Uma das profissões com menor expectativa de vida é a profissão de músico. E tem a ver com o facto de que os músicos que se safam, que conseguem viver da música, são os que andam na estrada, porque é aí que se ganha dinheiro. A estrada tem um lado que é bastante agressivo para a nossa saúde porque passa-se muito tempo em carrinhas, aviões, etc. Nem sempre se come bem, dorme-se mal, com horários marados de acordar cedo, dormir numa carrinha torto, aguentar até às tantas para tocar numa festa académica em que se entra em palco às 3 da manhã. Nós já temos filhos, e um gajo passa a semana em casa e acorda às 7 da manhã para levar os filhos à escola e ao fim-de-semana tem de funcionar ao contrário. É um jet lag constante e isso causa-nos um certo desgaste.»
«Há uma coisa que é importante e gostava de vos passar: as decisões que vocês são obrigados a tomar agora nos próximos tempos e que vocês vêem como sendo ultra importantes e que vão definir tudo o que vai ser da vossa vida, o curso que vão escolher, aquilo que vão ser... Não é bem assim. Vocês podem decidir fazer uma coisa agora e isso não decide tudo o que vai ser a vossa vida. Podem mais à frente concluir que não era aquilo e mudar. Houve uma ou outra decisão que eu tomei que eu achei que eram super importantes e iam definir toda a minha vida daí em frente. E felizmente não definiram.»

09 dezembro 2016

Votação: Melhor Música Portuguesa 2016

O site Fantastic está a eleger a melhor música portuguesa de 2016. Na segunda eliminatória há duas canções de Jorge Cruz: Boatos de Cristina Branco e Meu Amor de Longe de Raquel Tavares. Das 20 músicas apresentadas, podem eleger as vossas 10 favoritas, que passarão automaticamente para a semifinal.

Actualização: as canções passaram ambas à final. Podem votar uma vez por dia na vossa preferida até 29 de Dezembro:
http://fantastictvsite.blogspot.pt/2016/12/melhor-musica-portuguesa-2016-final.html