O magusto acontece em Lisboa, entre as 15h e as 20h, na Rua da Fábrica do Material de Guerra, nº 10 (em frente ao portão da Fábrica do Braço de Prata). A entrada é livre, mas agradecem-se donativos para cobrir as despesas do evento.
«O Jorge Cruz, de Diabo na Cruz, que é uma banda que eu curto muito, nunca tinha escrito para nenhuma mulher. Ele começou a escrever para outros connosco. E a primeira letra que ele escreve é o Rosa Sangue, que também se tornou num sucesso. E a partir daí isto foi uma parceria que faz sempre sentido, e agora neste terceiro disco ele já fez também mais uma letra.»Para os Amor Electro, Jorge Cruz já escreveu as letras de Só é Fogo se Queimar, Amanhecer, No Esplendor do Vendaval e Rosa Sangue. O novo disco dos Amor Electro deverá sair no início do próximo ano.
«É uma canção sobre aquela quase impossibilidade de hoje em dia, onde quer que estejamos, mesmo sozinhos no meio de um monte a ouvir a brisa, de nos sentirmos livres e sem sermos marionetas nas mãos de poderes que controlam o nosso destino.»
Em relação à evolução da música portuguesa, que análise faz?Quando Diabo na Cruz esteve em Macau, no Festival da Lusofonia, isto aconteceu:
Obviamente foi evoluindo também, digamos que não estoirou, mas já existem muitos grupos. Muitos deles têm vindo a Macau, quando há Festival da Lusofonia e não só, o Instituto Cultural também traz imensos grupos. Há uma apetência grande para ir buscar sempre as raízes para a música comercial.
E isso agrada-lhe.
De alguma forma sim, desde que seja bem feito – é uma questão também de gosto. Mas temos os casos dos Virgem Suta e Diabo na Cruz, que são grupos que vêm do rock mas que, ao mesmo tempo, incorporam não só literatura portuguesa, como as próprias raízes musicais: os ritmos, as formas. Há muita coisa a acontecer e isso agrada-me bastante.