01 novembro 2016

Verde Milho

Numa das últimas emissões do programa Metropolis, da RDP África, Jorge Cruz falou sobre o significado da letra de Verde Milho:
«É uma canção sobre aquela quase impossibilidade de hoje em dia, onde quer que estejamos, mesmo sozinhos no meio de um monte a ouvir a brisa, de nos sentirmos livres e sem sermos marionetas nas mãos de poderes que controlam o nosso destino.»

31 outubro 2016

José Salgueiro sobre Diabo na Cruz

José Salgueiro, músico ligado aos Trovante e Gaiteiros de Lisboa (entre muitos outros), e que tem trabalhado no Festival da Lusofonia, em Macau, falou numa entrevista sobre as bandas que incorporam as raízes portuguesas na sua música:
Em relação à evolução da música portuguesa, que análise faz?
Obviamente foi evoluindo também, digamos que não estoirou, mas já existem muitos grupos. Muitos deles têm vindo a Macau, quando há Festival da Lusofonia e não só, o Instituto Cultural também traz imensos grupos. Há uma apetência grande para ir buscar sempre as raízes para a música comercial.

E isso agrada-lhe.
De alguma forma sim, desde que seja bem feito – é uma questão também de gosto. Mas temos os casos dos Virgem Suta e Diabo na Cruz, que são grupos que vêm do rock mas que, ao mesmo tempo, incorporam não só literatura portuguesa, como as próprias raízes musicais: os ritmos, as formas. Há muita coisa a acontecer e isso agrada-me bastante.
Quando Diabo na Cruz esteve em Macau, no Festival da Lusofonia, isto aconteceu:

João Gil na festa-funeral da Amor Fúria


A editora Amor Fúria vai encerrar actividade e o seu funeral é hoje celebrado no Musicbox, em Lisboa. Para o efeito foi criada uma banda chamada Real Orquestra do Campo Grande, que interpretará o repertório da editora e conta com João Gil (Diabo na Cruz) nas teclas, Pedro Lucas (Os Velhos) na bateria, Tiago Brito (Capitães da Areia) na guitarra e Manuel Fúria (Os Golpes) no baixo.

28 outubro 2016

Resultados: Melhor canção do álbum Diabo na Cruz (que não foi single)

Do álbum Diabo na Cruz brotaram quatro singles, mas haveria muito mais por onde escolher. O grande vencedor, com metade dos votos, foi Duzentas Mil Horas, o tema que abriu praticamente todos os concertos da digressão deste ano. Em segundo lugar, um empate (16%) entre Armário da Glória e Mó de Cima, dois momentos igualmente importantes no alinhamento dos concerto de Diabo na Cruz. Amélia ocupa o terceiro lugar do pódio (9%).

25 outubro 2016

Novo livro com prefácio de Jorge Cruz

Jorge Cruz foi convidado a escrever o prefácio de Todos Iguais, Poucos Diferentes, um livro de Morais de Carvalho publicado recentemente pela Chiado Editora.

A obra, que retrata a vida de um doente mental, incide no lugar fronteiriço entre sanidade e insanidade e questiona quanto disso é determinado pela sociedade.

O prefácio do livro tem como mote Os Loucos Estão Certos, uma canção "feita quase sem querer". Jorge Cruz fala sobre pessoas com quem se cruzou e que viriam a figurar em canções de Diabo na Cruz — como o "Guru", que conheceu no Porto e foi parar ao Corridinho do Verão ou o homem condenado a ser filho quando o seu sonho maior era ser pai. Um excerto do prefácio:
«(...) Hoje em dia, em festivais e feiras de Portugal por onde passamos, há centenas de pessoas de todas as idades que já cantaram “O Guru vem arranjado/ O luar está bonito!” do ‘Corridinho de Verão’, que sabem a letra d’Os Loucos Estão Certos’ e já me substituíram no refrão para gritar “Já que a borga continua/ Seja o filho avô do pai!”. Há gente que faz coreografias e desenha ondas e comboios humanos ao som dessas e de outras músicas inspiradas por dias assim e pessoas como estas de que aqui vos falei. Há até quem me contacte para escrever prefácios de livros! Tudo aquilo que antes parecia impossível, entretanto, tornou-se normal… ou louco… conforme a perspectiva. 
«Escrevi ‘Os Loucos Estão Certos’ quase sem querer, de um jorro, estacionado junto aos bombeiros da Rua das Flores, no Chiado. A frase título soou-me bem, fiz a canção e nunca mais pensei sobre o assunto. Se tivesse de analisá-la diria que é uma canção sobre não pertencer. É uma canção sobre mudar de perspectiva em relação ao discurso vigente. Sobre a iluminação de poder ver o mundo de uma outra maneira. É também sobre a hipocrisia alojada nas traseiras do quotidiano. Sobre o sofrimento. Sobre família e religião. No fundo, é sobre a incoerência e a imperfeição de ser-se humano. (...)»

Comprar: Chiado Editora / Wook / Bertrand / Fnac

Votação: Qual é a melhor capa?

Não se deve julgar um disco pela capa, mas as capas representam, à primeira vista, uma declaração de intenções. Qual é a vossa preferida?





Virou! - ilustração de Paulo Ribeiro
Roque Popular - ilustração de Nuno Saraiva
Diabo na Cruz - bordado de Ana Saramago, logotipo de Paulo Ribeiro