16 outubro 2016

Manuel Pinheiro, o desenhador de som

Além de se distribuir por uma miríade de máquinas e instrumentos em Diabo na Cruz, Manuel Pinheiro é também técnico de som de outras bandas e tem trabalhado como sonoplasta para teatro, dança e artes sonoras. Neste novo vídeo podem ver o trabalho que fez como sound designer para a coreógrafa Valeria Caboi:

Novos discos com os dedos de João Gil

No espaço de um mês, surgem três novos discos com as contribuições de João Gil:


JOANA BARRA VAZ
Mergulho em Loba
É o álbum de estreia da cantora, compositora e realizadora Joana Barra Vaz e o segundo registo de uma trilogia com uma forte influência geográfica (neste caso: o mar). Foi editado a 30 de Setembro. João Gil toca guitarra acústica e guitarra eléctrica.

YOU CAN'T WIN, CHARLIE BROWN
Marrow
É o terceiro disco dos You Can't Win, Charlie Brown, a outra banda de João Gil. Gravado no estúdio HAUS, com mistura de Luís “Benjamim” Nunes e masterização de Alan Douches, foi editado a 7 de Outubro.



CAPITÃO CAPITÃO
32
O primeiro longa duração do pseudónimo musical de J.P. Mendes chega a 28 de Outubro. João Gil co-produziu o álbum e tocou teclados e baixos. Para trás Capitão Capitão tem dois EPs, um deles gravado e produzido por Bernardo Barata.

15 outubro 2016

Hoje: OIOAI + TV Rural

É a maior concentração de elementos de Diabo na Cruz desde o último concerto de Diabo na Cruz. Os OIOAI e os TV Rural sobem hoje ao palco do Popular Alvalade, em Lisboa. Entre as duas bandas encontra-se Bernardo Barata, João Gil, João Pinheiro e Manuel Pinheiro. As portas abrem às 22.00 e a entrada custa 6€.

14 outubro 2016

Exposição de Nuno Saraiva na Casa da Imprensa


A exposição Fónix do artista Nuno Saraiva vai estar na Casa da Imprensa, em Lisboa, até ao final deste mês. Algumas das ilustrações que aí podem ver pertencem ao álbum Roque Popular, entre elas a capa. Sobre essa ilustração criada por Nuno Saraiva, Jorge Cruz disse numa entrevista:

«O trabalho do Nuno correspondeu totalmente à nossa idealização de uma imagem para este disco. Partimos da vontade de citar o London Calling no meio de montes alentejanos, e o Nuno acrescentou a ideia da terra a ruir e acabou por se chegar a uma imagem simbólica com várias leituras possíveis, que é o mais interessante. Queríamos uma capa mais complexa do que a do primeiro disco mas sem perder a capacidade de nos representar e de representar o nosso som.»



Mais sobre Nuno Saraiva: Wikipédia | Facebook | Cargo Collective | Blog

13 outubro 2016

Jorge Cruz: "Bob Dylan é o pai da canção como nós a conhecemos"


Jorge Cruz esteve hoje na Antena 3 a falar sobre Bob Dylan, o primeiro músico a vencer o Prémio Nobel da Literatura:

 
Tu próprio mestre das palavras nas tuas letras, o que é que te parece este Nobel a Bob Dylan?
É uma notícia maravilhosa, uma alegria muito grande para mim como fã. Metade das coisas que eu sei sobre a vida foi esse senhor que ensinou.

Que coisas da vida te ensinou Bob Dylan?
Epá, a minha vida é fazer canções, por isso eu acho que isto é um prémio que elogia a dignidade e a obra artística que é a canção e as possibilidades que o Bob Dylan abriu para toda a gente. Ele é o pai da canção como nós a conhecemos. É um artista complexíssimo, que viveu fases muito diferentes. Ainda agora vi as notícias e estava a dar o Blowin' In The Wind, ele a cantar com 22 anos... O homem tem 75 anos, reduzir o que ele fez a um cantor folk com uma harmónica e uma viola acústica é um equívoco. O que ele fez tem alimento para carreiras e carreiras de escritores de canções pelo mundo fora.

Já tiveste oportunidade de o ver ao vivo?
Vi-o em Vilar de Mouros, vi no Alive, e em 90 e pouco no Pavilhão de Cascais. Ele é gajo para ter dado grandes performances ao vivo e eu já vi várias, mas sempre na televisão e no YouTube ou nos DVDs. Não vi grandes concertos dele ao vivo. A performance para ele é respirar, por isso aquilo não tem os altos e baixos que se calhar estamos à espera de um concerto convencional.

Há muita polémica à volta de um homem da música ter ganho um prémio de literatura...
Acho isso uma grande parvoíce. Lá está, acho que isto é um prémio à canção enquanto obra de arte e enquanto obra literária. Os poetas já ganharam o prémio, já houve até encenadores ou escritores para teatro que ganharam o prémio. A canção não é uma brincadeira, mexe nas nossas vidas. O Dylan é claramente a pessoa certa para representar a canção enquanto forma artística, por isso eu acho que isto é um prémio para todas as pessoas que fazem canções com melodias e letras e portanto é um prémio para uma classe.

Tens alguma canção do Dylan que possas considerar a tua preferida?
Eu gosto muito da última fase dele, a partir de 1997, do álbum Time Out of Mind. Eu diria que ele tem cinco fases diferentes e que cada uma dessas fases há-de ter 10 a 20 músicas universais. Desta última fase eu escolheria o Ain't Talkin'.