12 abril 2016
Saias a rodar na imprensa brasileira
O novo single de Diabo na Cruz está a receber calor do povo irmão. O Brasil está atento a "Saias", o vídeo tem aparecido em sites como o Scream & Yell, Music on the Run ou a Revista O Grito!, onde se diz que Diabo na Cruz é a "perfeita fusão do rock e da música tradicional portuguesa".
09 abril 2016
O Dia de Folga de Jorge Cruz
"Dia de Folga" de Ana Moura, com letra e música de Jorge Cruz, está perto de atingir a marca dos 2 milhões de visualizações no YouTube. Foi o single que catapultou o álbum Moura, que atingiu a platina em apenas duas semanas. A canção de Jorge Cruz tem sido amplamente elogiada aqui e lá fora. No dia em que a vida de estrada de Ana Moura a leva à maior sala de espectáculos do país (Meo Arena), recordamos o que se diz de "Dia de Folga":
- Blitz: «Uma destas estreias – a de Jorge Cruz – é particularmente brilhante. Em pouco mais de dois minutos, o homem forte dos Diabo na Cruz cria não só um dos melhores temas do álbum, como um dos singles mais contagiantes da música portuguesa recente. Letra e música, em tom divertido e ritmo acelerado, casam-se na perfeição, e a curta duração de "Dia de Folga" convida a audições consecutivas. Um vício quase pop, que representa uma das caras do disco: se Moura pretende ser um retrato da cantora portuguesa, ficamos tentados a dizer que "Dia de Folga" é o seu lado solar. (...) Eis uma Ana Moura feliz, festiva, castiça e, acima de tudo, confortável nesse registo.»
- NPR: «If you know Portuguese music at all, you probably know the wistful, dark-hued, sadness-soaked music called fado. And one of fado's greatest stars is singer Ana Moura — heck, even Prince is a fan. Moura certainly knows how to work a song, and in her latest, "Dia De Folga" (Day Off), she applies her smoke-and-whisky contralto to something surprising: a tune as light and sweet as a French macaron. "There are so many reasons/for the sadness to take a day off," she sings — and pulls you into her sugar rush.»
- Blitz: «Escrita por Jorge Cruz, dos Diabo na Cruz, Dia de Folga é um shot de energia ou, como bem escreveu a NPR, um sugar high que resulta, com alguma surpresa, numa das mais empolgantes canções pop dos últimos tempos.»
- Financial Times: «For a Fadista, Ana Moura can sound surprisingly sunny: after the slow opening burn of “Moura Encantada”, “Fado Dançado” has a peppy bounce, and “Dia De Folga” a trotting stop-start country beat and handclaps.»
- NYTimes: «sunny, rootsy pop music, like her strummy recent song “Dia de Folga,” which could almost pass on an Alison Krauss record.»
- Ana Moura no Correio da Manhã: «Esta gente toda tem uma linguagem muito portuguesa, só que é uma linguagem muito actual e com a qual eu também me identifico muito. O ‘Dia de Folga’ não podia ser mais português, com todas aquelas personagens. Para mim, todos estes compositores têm uma veia fadista.»
- Ana Moura na RTP: «O Dia de Folga é uma música bastante ritmada, é a música que encerra os meus concertos e encerra sempre em festa, as pessoas normalmente levantam-se e dançam. Aliás, eu convido as pessoas a dançar nessa música. Eu recebo imensos vídeos de pessoas a filmar os seus filhos em frente ao ecrã a cantar o Dia de Folga. É incrível.»
07 abril 2016
Próximo concerto: Almada, 24 de Abril
Quando: Na noite de 24 para 25 de Abril, às 24.30, depois do fogo-de-artifício
Onde: Praça São João Baptista em Almada (ver mapa)
O quê: Comemorações do 25 de Abril (ver programa)
Quanto: Entrada livre
Onde: Praça São João Baptista em Almada (ver mapa)
O quê: Comemorações do 25 de Abril (ver programa)
Quanto: Entrada livre
Resultados da votação: melhor álbum
Os fãs decidiram, está decidido. A luta foi renhida até ao fim, mas Roque Popular (42%) acabou por ser votado como o melhor álbum de Diabo na Cruz. Bateu o álbum Diabo na Cruz (40%) por apenas 2 votos. Com apenas 18% dos votos, Virou! não teve qualquer hipótese.
• Nova votação: Melhor single do álbum Diabo na Cruz?
• Nova votação: Melhor single do álbum Diabo na Cruz?
06 abril 2016
Entrevista: Jorge Cruz no Rádio Defusão
Jorge Cruz esteve à conversa com o podcast Rádio Defusão, escolheu umas canções, falou sobre música country, o novo EP, os concertos, o público de Diabo na Cruz e ainda mandou um shout-out aqui a este blog (obrigada ♥). Podem ouvir neste link e ler aqui alguns excertos:
Reedição do álbum Diabo na Cruz
«Vou ser mesmo sincero, as editoras é que depois aproveitam as oportunidades de haver vontade de lançar uns materiais novos. Eu por mim teria até feito uma coisa na internet e oferecido [o novo EP] em download separado e tal. Mas pronto, estamos metidos com gente muito fixe, que nos ajuda muito na promoção e no nome da banda a andar aí, e temos todo o gosto em cumprir com o que eles gostariam de fazer.»
O público de Diabo na Cruz
«Temos um público espectacular que faz competição para ganhar entre quem é que já viu 15 concertos e quem já viu 18. E que dá aquele ânimo, sabes? Às vezes chegas àquela noite e não sabes muito bem por que é que estás a fazer aquilo e vês aquele mesmo povo a fazer quilómetros e dizes pá, eu tenho de dar o meu máximo outra vez. Portanto, a maior gratidão a esse pessoal.»
Diabo na Cruz ao vivo
«Na verdade eu odeio tocar ao vivo, mas...! Não o resto da banda. Não, estou a brincar. Há um lado de mim que gosta de estar em casa a compor e não sei quê, não gosto de sair à noite, nunca gostei muito na verdade. Mas... quando entramos em palco, acontece algo que é Diabo na Cruz e é espectacular. Começa por ser espectacular para nós e penso que isso transmite para o público. (...) Não ver a banda ao vivo é um pouco não a conhecer. Eu acho que os nossos discos são uma tradução da nossa intenção, mas não são propriamente a nossa música. A nossa música é o que nós fazemos ao vivo.»
A música que ouvia antes de formar Diabo na Cruz
«Na altura eu era um groupiezinho de Gaiteiros de Lisboa, fui a 4 ou 5 concertos seguidos, como se calhar hoje vejo algumas pessoas a fazerem com Diabo. (...) E não era só Gaiteiros. O Carlos Bica tinha aquele Trio Azul de que eu era grande fã, o Jorge Palma estava numa fase de muitos concertos e eu costumava ver, os Zen, uma banda que me influenciou bastante ao vivo e que via com frequência. Nós costumávamos fazer umas festas entre amigos em Aveiro e de vez em quando eu lançava uma música de Gaiteiros quando o pessoal já estava bastante com os copos, assim às 6 da manhã, e aconteciam coisas. Pá, parecia aquele teledisco dos anos 80 em que há uns gajos a saltar e depois há duendes e anões, aquilo era muito louco. E então aquilo sugeria uma certa música que se podia fazer e isso era Diabo na Cruz.»
Jorge Cruz a solo?
«Falar sobre isso é curioso, porque é um bom segredo que eu vou guardando comigo mas não tenho assim nenhuma aspiração muito especial acerca disso. Mas tenho muito material que só poderia ser feito por mim numa situação qualquer em que eu não estivesse preocupado com vender mais do que 100 discos, portanto qualquer dia se calhar pode sair cá para fora.»
As escolhas musicais de Jorge Cruz:
Amélia Muge — O Pastorinho
«Esse disco, Todos os Dias, é um disco demasiado raro, não o encontro em muitos sítios, é um disco que não consigo encontrar em vinil, e eu sou um coleccionador de vinil. É um dos melhores discos da música portuguesa.»
DIIV — Under The Sun
«Eu gosto da música, é uma coisa um bocado simples, mas é giro porque como Diabo ou outras bandas misturam 3 ou 4 referências. Diabo é um bocado mais complicado dessa maneira (risos), mas no caso deles misturam coisas que eu acho que não tinham muita ligação entre elas antes de eles mexerem. Neste caso é muito The Cure em termos de guitarra mas depois tem um lado Nirvana muito notório e depois tem coisas de kraut-rock que eu gosto muito de ouvir dos Can ou Neu!. É um pessoal de Nova Iorque. Se calhar mete-se demasiado nas drogas para a sua própria saúde, mas o disco é muito bom.»
Sturgill Simpson — Life Of Sin
«Eu diria que o Sturgill Simpson, com o Jason Isbell dos Drive-By Truckers, são neste momento as duas grandes esperanças da country americana. A country mais alternativa, não tanto aquela country comercial que vende milhares de discos, que aliás com o hip-hop são as grandes indústrias musicais na América. O Sturgill supostamente é influenciado por gajos como o Waylon Jennings e o Johnny Cash, portanto aquilo a que se chama outlaw music, música de forasteiros, aquela música de cobóis country. Eu gosto muito de country e o country está muito mais na linha da frente das coisas do que a gente pode imaginar. Influencia-me bastante, principalmente em termos de escrita. É se calhar onde a escrita para canções está mais evoluída hoje em dia na música. E não estou a falar de produção nem de melodia, estou a falar de letras. E este rapaz fez um álbum de country psicadélico em que fala basicamente sobre a época em que não tinha concertos e fumava demasiada ganza, só que depois viaja por noções estratosféricas sobre o que é o sentido da vida e esta canção é um bom exemplo do que ele faz. Estás a ver aquelas sapatilhas, as Paez? Tipo essse tipo de sapatilha de pano e umas calcinhas de ganga, ele é uma espécie de Vampire Weekend da country, um hipsterzinho normal só que roots rock mesmo a sério. Portanto é outra geração, é uma nova maneira de fazer.»
Reedição do álbum Diabo na Cruz
«Vou ser mesmo sincero, as editoras é que depois aproveitam as oportunidades de haver vontade de lançar uns materiais novos. Eu por mim teria até feito uma coisa na internet e oferecido [o novo EP] em download separado e tal. Mas pronto, estamos metidos com gente muito fixe, que nos ajuda muito na promoção e no nome da banda a andar aí, e temos todo o gosto em cumprir com o que eles gostariam de fazer.»
O público de Diabo na Cruz
«Temos um público espectacular que faz competição para ganhar entre quem é que já viu 15 concertos e quem já viu 18. E que dá aquele ânimo, sabes? Às vezes chegas àquela noite e não sabes muito bem por que é que estás a fazer aquilo e vês aquele mesmo povo a fazer quilómetros e dizes pá, eu tenho de dar o meu máximo outra vez. Portanto, a maior gratidão a esse pessoal.»
Diabo na Cruz ao vivo
«Na verdade eu odeio tocar ao vivo, mas...! Não o resto da banda. Não, estou a brincar. Há um lado de mim que gosta de estar em casa a compor e não sei quê, não gosto de sair à noite, nunca gostei muito na verdade. Mas... quando entramos em palco, acontece algo que é Diabo na Cruz e é espectacular. Começa por ser espectacular para nós e penso que isso transmite para o público. (...) Não ver a banda ao vivo é um pouco não a conhecer. Eu acho que os nossos discos são uma tradução da nossa intenção, mas não são propriamente a nossa música. A nossa música é o que nós fazemos ao vivo.»
A música que ouvia antes de formar Diabo na Cruz
«Na altura eu era um groupiezinho de Gaiteiros de Lisboa, fui a 4 ou 5 concertos seguidos, como se calhar hoje vejo algumas pessoas a fazerem com Diabo. (...) E não era só Gaiteiros. O Carlos Bica tinha aquele Trio Azul de que eu era grande fã, o Jorge Palma estava numa fase de muitos concertos e eu costumava ver, os Zen, uma banda que me influenciou bastante ao vivo e que via com frequência. Nós costumávamos fazer umas festas entre amigos em Aveiro e de vez em quando eu lançava uma música de Gaiteiros quando o pessoal já estava bastante com os copos, assim às 6 da manhã, e aconteciam coisas. Pá, parecia aquele teledisco dos anos 80 em que há uns gajos a saltar e depois há duendes e anões, aquilo era muito louco. E então aquilo sugeria uma certa música que se podia fazer e isso era Diabo na Cruz.»
Jorge Cruz a solo?
«Falar sobre isso é curioso, porque é um bom segredo que eu vou guardando comigo mas não tenho assim nenhuma aspiração muito especial acerca disso. Mas tenho muito material que só poderia ser feito por mim numa situação qualquer em que eu não estivesse preocupado com vender mais do que 100 discos, portanto qualquer dia se calhar pode sair cá para fora.»
As escolhas musicais de Jorge Cruz:
Amélia Muge — O Pastorinho
«Esse disco, Todos os Dias, é um disco demasiado raro, não o encontro em muitos sítios, é um disco que não consigo encontrar em vinil, e eu sou um coleccionador de vinil. É um dos melhores discos da música portuguesa.»
DIIV — Under The Sun
«Eu gosto da música, é uma coisa um bocado simples, mas é giro porque como Diabo ou outras bandas misturam 3 ou 4 referências. Diabo é um bocado mais complicado dessa maneira (risos), mas no caso deles misturam coisas que eu acho que não tinham muita ligação entre elas antes de eles mexerem. Neste caso é muito The Cure em termos de guitarra mas depois tem um lado Nirvana muito notório e depois tem coisas de kraut-rock que eu gosto muito de ouvir dos Can ou Neu!. É um pessoal de Nova Iorque. Se calhar mete-se demasiado nas drogas para a sua própria saúde, mas o disco é muito bom.»
Sturgill Simpson — Life Of Sin
«Eu diria que o Sturgill Simpson, com o Jason Isbell dos Drive-By Truckers, são neste momento as duas grandes esperanças da country americana. A country mais alternativa, não tanto aquela country comercial que vende milhares de discos, que aliás com o hip-hop são as grandes indústrias musicais na América. O Sturgill supostamente é influenciado por gajos como o Waylon Jennings e o Johnny Cash, portanto aquilo a que se chama outlaw music, música de forasteiros, aquela música de cobóis country. Eu gosto muito de country e o country está muito mais na linha da frente das coisas do que a gente pode imaginar. Influencia-me bastante, principalmente em termos de escrita. É se calhar onde a escrita para canções está mais evoluída hoje em dia na música. E não estou a falar de produção nem de melodia, estou a falar de letras. E este rapaz fez um álbum de country psicadélico em que fala basicamente sobre a época em que não tinha concertos e fumava demasiada ganza, só que depois viaja por noções estratosféricas sobre o que é o sentido da vida e esta canção é um bom exemplo do que ele faz. Estás a ver aquelas sapatilhas, as Paez? Tipo essse tipo de sapatilha de pano e umas calcinhas de ganga, ele é uma espécie de Vampire Weekend da country, um hipsterzinho normal só que roots rock mesmo a sério. Portanto é outra geração, é uma nova maneira de fazer.»
Jorge Cruz em entrevista na Antena 3
Jorge Cruz esteve hoje nas Manhãs da 3 a promover o EP Saias:
«Eu gosto de escrever sobre coisas que permaneçam na vida. De vez em quando vale a pena também citar aquilo que está a acontecer agora e que não vai ser assim daqui a algum tempo. Mas saias haverá sempre, árvores haverá sempre e passarinhos também. Essa sensação de perceber melhor o nascer do dia e o pôr-do-sol, estar em contacto com coisas essenciais, para mim é muito importante.»
«O verdadeiro sol-e-dó (embora aqui seja um Lá Ré) é o que inspira o início de Diabo na Cruz, esse lado meio chula, popular. E depois o lado de beat band, em que Saias se transforma, meio anos 50, meio aquela cena rock'n'roll que a banda também é, acho que é uma música que representa bem a ideia da banda desde o início.»
«Diabo é uma banda que toca em sítios tipo Sabugal ou Fornos de Algodres. Essas pessoas estão a viver exactamente a mesma coisa que as pessoas aqui em Lisboa estão a viver. Vivemos num tempo em que estamos ligados à net e as coisas estão a acontecer em simultâneo. O Kendrick Lamar lança uma mixtape e toda a gente ouve no interior de Portugal no mesmo dia que em Nova Iorque.»
«Tentar provocar as ideias saloias é parte do ADN de Diabo. Havia uma certa herança de que a música portuguesa era triste. Diabo tentou sempre dar uma outra imagem da música portuguesa, procurar outras imagens, outras memórias. E também na relação que temos com o nosso público procurar outras memórias, quer nas vidas deles, quer nas nossas, para anos que se passaram a festejar música portuguesa.»
«Quem nos vir ao vivo sabe que é o único sítio onde pode ouvir aquele tipo de música no mundo inteiro. Não há mais nenhum sítio no mundo onde possam ouvir aquele tipo de música nessa noite. A música que fazemos não vai haver em mais lado nenhum porque só estamos ali naquela noite.»
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